Bem vindos ao novo Fabito’s Way. Há algum tempo eu já vinha insatisfeito com o andamento do meu velho blog, e o começo do Dissonata me fez decidir mudar de vez as crianças todas aqui pro WordPress. A estrutura do blog antigo – não só visual, mas também de conteúdo – já vinha me sufocando há tempos, e a idéia com este novo Fabito’s Way é justamente a de recuperar algo da leveza e, sobretudo, do prazer da escrita diária.
Conservarei por aqui algumas coisas que me agradavam no formato anterior, assim como descartarei outras que já não funcionavam. Dentre as eliminadas (ao menos por ora), as mais óbvias são as listas de fim de ano. Embora elas tenham funcionado por um tempo como uma boa desculpa para escrever sobre os filmes e discos que me marcaram em um determinado período, a necessidade de fazer isso acabou atravancando severamente o fluxo das postagens. Hoje tenho cada vez menos interesse por listas – seja por lê-las, ou por fazê-las. Sinto que não há, nelas, nem a distância necessária para as reavaliações, nem o calor do impacto recente. O que resta é apenas a diluição, a tentativa frustrada de restaurar uma mágica que o tempo já abrandou, e ainda não teve chance de avivar com outras cores. Pouparei o mundo dessa minha ineficácia.
Continuarei, porém, falando de tudo que realmente me move por aqui, com a diferença de que a partir de agora pretendo falar assim que a vontade surgir. Não tenho, aqui, qualquer pretensão de criar ou tomar parte em uma história maiúscula. Basta-me, portanto, reservar a este blog o que os blogs têm de vocação mais clara e forte: imprimir o calor das pulsões que empurram as palavras para fora.
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A quem ainda pudesse estar acompanhando, minha lista de melhores discos de 2008 chegou ao fim de 2009 incompleta. Como texto, permanecerá assim. Como indicação, talvez ainda valha dizer que os três primeiros colocados seriam:
3- TV On The Radio – Dear Science
2- Bon Iver – For Emma, Forever Ago
1- Ron Sexsmith – Exit Strategy of the Soul
São três discos extraordinários, sobre os quais adoraria ter escrito umas linhas… em 2008. Em 2010, eles permanecem, porém, belas audições – condição certamente mais justa e apropriada. Espero não deixar, no futuro, a morosidade e as contingências me obrigarem a dedicar a outros discos tão bons quanto esses um silêncio tão amarelo e inexpressivo.
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Eu posso não desejar a História, mas tenho enorme respeito pelas verdades de cada momento. Por conta disso, o velho Fabito’s Way permanecerá no ar, quietinho e imperturbável em sua sesta de Outono. Espiem o velhinho o quanto quiserem, mas lembrem-se que as pessoas de idade não raro são muito mais amáveis dormindo do que acordadas.






